Aqueles que nos tornam particulares!

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27/11/2010

Queria rasgar o mundo.

A estrada que rasga o dia
Queria rasgar o mundo,
depurando o inútil para o fundo, fazendo vir à tona o bem-estar.

Queria rasgar o mundo, deixando espaço aberto para o sol arejar as entranhas mais poluídas.

Queria rasgar o mundo, deixando evaporar o cheiro fétido dos mal-entendidos. Pudesse, abriria tal rasgo que deixaria um caminho aberto para que as novas sementes, ladeadas pela terra fresca, brotassem sorrisos e bem-aventuranças.

Se eu pudesse rasgar o mundo, correria na pena maior - a omnipotência gera fervor, raiva, inveja, mau-estar...
Risível se torna este desabafo, pois não posso rasgar o mundo, apenas a folha de papel, que dá voz impressa a este desabafo!

08/08/2010

Versões de verão!

Versão 1
- Ó pá, olha o  menino um bocadinho, quero ir ao banho...
- %"##"! Agora?! Não vês que 'tou a ler a Bola?
- É sempre a mesma ##!". Quero um tempinho para mim e nunca posso. Não entendo mesmo esta cena, pá.
- Irra pás mulheres...um gajo já nem pode estar aqui a ler umas m3rd4s... Olha, môr, manda vir aqui o bacano das borlas de berlim e depois podes ir ao banho, que eu olho pelo menino! Põe-me só um bocado de protector, já 'tou cas costas a arder.
- ...

Versão 2
- Meninos, vou ao banho com o pai, ficam aqui com a Amelinha um bocadinho!
- Querida, mas vai molhar o cabelo? Ainda há pouco chegou da Cabeleireira...
- Não, querido, sabe que só me vou molhar e dar dois dedos de conversa com a Maria Helena. Hoje ainda não combinámos a hora da canasta em casa da Maria de Mondim.
- Vai jogar hoje?
- Não lhe apetece?
- Por caso não, preferiria ver o Sporting a casa dos Simões!
- Faremos as duas coisas, então. Deixe-me agora ir ver das crianças, está na hora das bolinhas de berlim...

Versão 3
- Mãeee, Paiii?! Vamos ao banho?
- O último a chegar põe a mesa ao jantar!
- Vamoooooooooooos!
- Pai, agarra-me ao colo como se ainda fosse bebé...
- Mafalda, para nós, serás sempre bebé...percebes? E o teu irmão idem! Só estão um bocadinho mais pesados, teimosos e autónomos, de resto...
-...pai, vamos jogar aos salva-vidas? Eu sou o comandante, posso?
- Podes, claro! Vamos lá aproveitar e nadamos um bocadinho. Olha a mãe e a Mafalda já vão para cima!
- São umas fraquitas! Ou então já vão comer bolinhas de berlim!

11/07/2010

5 anos...

Faz hoje 5 anos que me despedi de alguém que amava: a minha mãe. Recordo-me da manhã, em S. Martinho do Porto, em que a minha mãe, deitada na cama, olhando a janela (para além do que estava e se via) me falava dos seus sonhos: ter outra vez o cabelinho grande e bonito, passear descalça na praia ao fim do dia; receber os filhos ao Domingo e ter a casa a cheirar a comidinha...enfim, pequenos sonhos que, naquele momento, eram a sua razão para ter mais  alguns minutos de dia... Falava-me, também, do barulho das crianças que vinha da praia, um barulho que agora associo a esse momento sempre que o ouço. Felizes dos que ainda podem abraçar as suas mães. Essa é a minha maior tristeza, o facto de não a poder abraçar, como tantas vezes o faziamos, como tantas e tantas vezes o desejo ainda.

Hoje fui colocar umas flores no seu local, naquele que nos impõe uma visão menos agradável da perda. O simbolismo das minhas flores prende-se com um ritual - recolher (ou melhor, roubar!) durante o ano florinhas que vou secando, para mais tarde  as agrupar num molhinho onde cada uma das flores tem um desejo por pedir...

O facto de estar aqui a escrever exige que eu não me isole a chorar, em vez disso, procuro "espairecer" e partilhar com os meus leitores virtuais uma coisa: um abraço faz milagres...

02/05/2010

Mãe...

Este é só mais um de entre biliões de poemas sobre a Mãe,


mas este é único, é o meu!

Só eu sei o que sinto

e a poesia é isso mesmo - um eco de emoções que estalam para além de nós.



São inquestionáveis e universais os dotes de todas as mães.

Eu sou uma delas e tenho a sorte de poder ser abraçada neste dia!

Este é um dia singular – rosas, sorrisos especiais, desenhos, passeios, flores colhidas no regresso a casa. Com sorte, um presentinho comprado com as poupanças do mês…

Para mim chega apenas uma coisa: um abraço logo ao acordar! Este, triplicando-se em mimo, transporta-me uma força enorme e a vontade de desejar que todos os dias sejam assim - o 1º momento do dia é-nos dedicado com a mesma imponência com que o sol rompe as nuvens ou a alvorada!

Neste dia, sou um sol no meu lar… Nos outros, o despertador que espalha miminhos e beijinhos para dar vez à feliz rotina!

Este estranho poema é dedicado a TODAS as mães que têm a sorte de poder ser abraçadas neste dia!

Eu também queria abraçar a minha mãe, mas quis o destino que ela fosse mais uma estrela, daquelas que teima em lutar com o Sol para mostrar que também é forte… Afinal as estrelas imperam na noite e é de noite que os abraços ímpares se trocam!

07/04/2010

7 de Abril...

Não sei o que se passa com este dia, e hoje, mas sinto-o vazio. Se desse para recuar uns anos atrás, altura em que os contos de fadas faziam parte dos nossos sonhos...dava jeito!

22/03/2010

Adelina


22 de Março. 9h14'.
Olá.Dia feliz,cheio de flores...bjs

Assim versava o meu 1º sms.
De facto, hoje, tive um dia muito simpático.
Na companhia dos alunos, fomos em visita percorrer o caminho que o Mondego faz até à sua foz, na Figueira. Em Montemor parámos no Castelo, onde colhi estas flores, que são para ti, Adelina! São "virtuais", mas existem na realidade, num sítio muito bonito. Lá, na realidade, pensei em ti e em como se sinto bem quando me dás feedback das minhas mensagens. É bom sinal, aliás, quero que assim continue durante looooooooooongos anos...!
Desejo-te uma franca recuperação e que os teus dias se encham de flores, sorrisos e muitos miminhos dos teus mais queridos!

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