Aqueles que nos tornam particulares!

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11/07/2010

5 anos...

Faz hoje 5 anos que me despedi de alguém que amava: a minha mãe. Recordo-me da manhã, em S. Martinho do Porto, em que a minha mãe, deitada na cama, olhando a janela (para além do que estava e se via) me falava dos seus sonhos: ter outra vez o cabelinho grande e bonito, passear descalça na praia ao fim do dia; receber os filhos ao Domingo e ter a casa a cheirar a comidinha...enfim, pequenos sonhos que, naquele momento, eram a sua razão para ter mais  alguns minutos de dia... Falava-me, também, do barulho das crianças que vinha da praia, um barulho que agora associo a esse momento sempre que o ouço. Felizes dos que ainda podem abraçar as suas mães. Essa é a minha maior tristeza, o facto de não a poder abraçar, como tantas vezes o faziamos, como tantas e tantas vezes o desejo ainda.

Hoje fui colocar umas flores no seu local, naquele que nos impõe uma visão menos agradável da perda. O simbolismo das minhas flores prende-se com um ritual - recolher (ou melhor, roubar!) durante o ano florinhas que vou secando, para mais tarde  as agrupar num molhinho onde cada uma das flores tem um desejo por pedir...

O facto de estar aqui a escrever exige que eu não me isole a chorar, em vez disso, procuro "espairecer" e partilhar com os meus leitores virtuais uma coisa: um abraço faz milagres...

02/05/2010

Mãe...

Este é só mais um de entre biliões de poemas sobre a Mãe,


mas este é único, é o meu!

Só eu sei o que sinto

e a poesia é isso mesmo - um eco de emoções que estalam para além de nós.



São inquestionáveis e universais os dotes de todas as mães.

Eu sou uma delas e tenho a sorte de poder ser abraçada neste dia!

Este é um dia singular – rosas, sorrisos especiais, desenhos, passeios, flores colhidas no regresso a casa. Com sorte, um presentinho comprado com as poupanças do mês…

Para mim chega apenas uma coisa: um abraço logo ao acordar! Este, triplicando-se em mimo, transporta-me uma força enorme e a vontade de desejar que todos os dias sejam assim - o 1º momento do dia é-nos dedicado com a mesma imponência com que o sol rompe as nuvens ou a alvorada!

Neste dia, sou um sol no meu lar… Nos outros, o despertador que espalha miminhos e beijinhos para dar vez à feliz rotina!

Este estranho poema é dedicado a TODAS as mães que têm a sorte de poder ser abraçadas neste dia!

Eu também queria abraçar a minha mãe, mas quis o destino que ela fosse mais uma estrela, daquelas que teima em lutar com o Sol para mostrar que também é forte… Afinal as estrelas imperam na noite e é de noite que os abraços ímpares se trocam!

07/04/2010

7 de Abril...

Não sei o que se passa com este dia, e hoje, mas sinto-o vazio. Se desse para recuar uns anos atrás, altura em que os contos de fadas faziam parte dos nossos sonhos...dava jeito!

22/03/2010

Adelina


22 de Março. 9h14'.
Olá.Dia feliz,cheio de flores...bjs

Assim versava o meu 1º sms.
De facto, hoje, tive um dia muito simpático.
Na companhia dos alunos, fomos em visita percorrer o caminho que o Mondego faz até à sua foz, na Figueira. Em Montemor parámos no Castelo, onde colhi estas flores, que são para ti, Adelina! São "virtuais", mas existem na realidade, num sítio muito bonito. Lá, na realidade, pensei em ti e em como se sinto bem quando me dás feedback das minhas mensagens. É bom sinal, aliás, quero que assim continue durante looooooooooongos anos...!
Desejo-te uma franca recuperação e que os teus dias se encham de flores, sorrisos e muitos miminhos dos teus mais queridos!

05/03/2010

À Pipíssima...

Sinto que acompanha esta página e a "outra", a da Escola! Por isso, o seu comentário na "Pormenores"...
De facto foi uma viagem linda. Não só pela companhia, mas também pela recordação que nos fica dos momentos passados a "elaborar" os trabalhos, numa tarde de sol chuvosa! Guardo muiiiiitos bons momentos, passados na vossa companhia, e o que me resta? Uma SAUDADE imensa de vós...
Um "SORRISO" especial para si...

A imagem que acompanha este post é para si, Pipíssima! A estrada que fazemos, às vezes sozinhos, pode levar-nos a bons locais. Se assim for, o regresso é mais simples!

08/02/2010

O meu amigo.

Gostei tanto do "escrito" da "minha" Aninhas, que não posso deixar de passar aqui uma nota sobre o meu melhor confidente - o silêncio! Adoro-o, sobretudo quando as minhas palavras não encontram reciprocidade no olhar do meu interlocutor. Claro que o problema sou eu, não me iludo. Sou esquisita e demasiado sensível para deixar sair palavras soltas, desprovidas de cortesia! Outras vezes sou tão carroceira que até o meu amigo silêncio me reclama fidelidade!
Só em silêncio podemos ouvir esta música. Quando a ouço partilho-a com o meu amigo, voo até onde quero, sinto-me mais perto dos que pude tocar e amar. Sinto a saudade redobrar a sua força, até doer. Sinto o silêncio, sinto a falta de quem não está.

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