Aqueles que nos tornam particulares!

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31/08/2011

Escrita pendente

A escrita está pendente,
receia a força da esfera a debitar as palavras no papel.

As teclas silenciam-se,
temem a rapidez do impulso da emoção.

Quero escrever, sem destino ou destinatário.
Nada salta, nem da esfera, nem das teclas. Apenas isto. Um breve trecho de notas soltas, tecladas sem sentido, sem rumo, sem destino ou destinatário!

08/05/2011

Seis décadas se manifestam neste braço,
onde se vislumbra uma tatuagem.
“Fuzileiros especiais” e…
o cabalmente célebre: “amor mãe”…

Pode faltar a preposição,
porém a carga emotiva não se apaga:
amor “de” mãe ou…amor “à” mãe,
tanto faz, pois vive lá e perece
esta marca que não a esquece!

Porquê uma marca inextinguível?!

Dois cargos se opõem e contrastam,
no entanto, ambos se unem pela vontade suprema de dar rumo a uma vida, usando os braços que a trabalham.

Ora...e os braços não abraçam?!

28/04/2011

As vítimas da crise económica.

As vítimas da crise?
As crianças...
Aliás, de qualquer crise...

Não esqueço a postura de uma criança que, ontem, chorava compulsivamente frente aos seus novos colegas de turma.

Podia ser eu... Não era. Mas já fui.

25/04/2011

Fátima...

Três percursos que seguem um só caminho…

Que motivos agitam as pessoas a consagrar um sacrifício?
Quantos sonhos, tristezas, angústias, esperanças?
O caminho é extenso e difícil.
É feito entre lembranças, risos, choros, abraços.
De madrugada sagram-se os mais nobres intentos, pelos Outros, por nós.

O nascer do sol solta os sons da natureza que nos cortejam para um dia diferente!
As horas sucedem, os pés e o corpo lamentam-se.
As paragens nas sombras das árvores fortificam-nos a vontade de continuar.
Trocam-se mais uns sorrisos e votos de alento.

Segue a caminhada…

Para onde rumamos?
Para junto do local onde Ela apareceu.
Só Ela nos alimenta esta fome de fé.
Sinto-me saciada. Tenho fé.

Como?
É só preciso experimentar uma vez, para compreender esta mística peregrina.

07/04/2011

Esgar.

Sem querer dei por mim numa luta incessante procurando o caminho do conforto interior.
Esgar!

Olho-me ao espelho e, a maior parte das vezes, não reconheço o perfil daquela que ali está.
Choro, vezes sem conta, aliviando desta forma a carga que luta contra os sorrisos de(a) circunstância...
Porquê? Por que é que choro? Por que é que me sinto assim?
A resposta é una - por causa dos outros. Os outros que desrespeitam os sentimentos de quem é esforçado...

Esforço-me por estar.
Esgar.

Estar ou não estar. Chorar ou não chorar. Enfim, tudo vai colidir numa só esquina: a dúvida!
A lua pode estar à minha espera, ou não. A noite, essa sim, espera por mim para me compartilhar os sonhos que de outrora traziam sorrisos com som. Só a noite testemunha o ESGAR feio, triste e decepcionado que trago em mim.

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